sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Capítulo 17 - No regrets, just love.



Marie's P. O. V
Acordei pelas 10h, olhei pro lado e o Austin não estava lá. Era um domingo, eu tinha que voltar pra casa, minha mãe devia estar preocupada. Peguei meu celular e vi que tinham mensagens e ligações dela. Numa das mensagens estava escrito "Filha, tentei falar contigo por mais de 1 hora mas você não me atendeu. Seu avô fez uma cirurgia do coração, eu e papai estamos indo vê-lo. Desculpe não ter avisado antes, foi uma coisa muito de repente. Darei notícias, não sei quando voltaremos. Amo você, beijos, mamãe". Ótimo. Liguei pra ela e caiu na caixa postal. Deve estar no avião… desci as escadas para tomar café da manhã e me deparei com o Austin sentado numa mesa de café igual a de hotéis 5 estrelas e que tinha um buque de rosas brancas em cima. Ele levantou e veio me abraçar.

- Bom dia, meu amor! Acordou tarde, hein? Sente-se!- falou puxando uma cadeira para mim- as rosas são para você, a garota mais especial do mundo. 


Por um momento eu esqueci tudo. Esqueci todo o transtorno que tinha causado, de todas as bobagens que tinha feito, do fato de meus pais estarem viajando para outro país e eu estar sozinha na casa que nem conheço direito ainda,resumindo, esqueci momentaneamente tudo de ruim que estava acontecendo. Fiquei parada por alguns instantes pensando no namorado perfeito que eu tinha.

Austin's P. O. V
Eu acordei às 7h pra fazer tudo ficar perfeito para a Marie. Ela merece. Estou morrendo de cansaço, mas se eu pudesse, perderia todas as noites de sono do mundo só para ver o sorriso da minha amada. Nossa que gay. Mas é verdade, eu não sei, o que eu sinto pela Marie é uma novidade pra mim, eu sinto necessidade de estar do lado dela o tempo todo, é estranho, mas eu amo essa sensação e amo ela também.

- E aí, gostou da surpresa? - perguntei mesmo sabendo a resposta.
- Se gostei? Amei! Amor, meus pais foram viajar porque meu vô tá mal do coração, posso ficar aqui até eles voltarem?
- Aham, melhoras pra ele, coitado.

Marie tomou café e depois me disse que tinha ir até em casa pegar roupas. Coisa de mulher, enfim…

- Já pegou tudo, amor? - gritei pra ela, que estava no 2º andar.
- Quase tudo - ela gritou de volta - vem cá me ajudar!
- Nossa! Quanta coisa! Tais se mudando pra minha casa e eu não sei?
- Ai, Austin, isso é só o que eu vou precisar.
Olhei pela janela do quarto da Marie e não acreditei no que vi. Era um paparazzi. Um não, vários! Como descobriram?
- Marie, vamos ter que ficar na sua casa um pouquinho.
- Por quê? - fiz sinal pra ela vir olhar também - tá, como assim?
- Pensei a mesma coisa. Como que essa gentinha descobriu meu endereço? Nunca percebi ninguém me seguindo nem nada do tipo…
- Eu tenho um palpite....
- Fala!
- A Ariana deve ter passado pra eles.

Fiz cara de espanto. Não duvido que tenha sido ela, não duvido nem um pouco. Essa guria tem que me esquecer! Não vai rolar nada entre nós! Nunca rolou e depois de tudo que ela tem feito, aquele meu encanto que eu tinha por ela tá se transformando eu um ódio tremendo! Tentei bolar planos na minha mente pra tentar sair de lá, pra pelo menos não causar mais problemas para nenhum de nós, porém, tudo isso foi em vão. Marie decidiu ficar na casa dela até de madrugada, quem sabe eles já teriam ido embora a essa hora. Como sempre, meu amor dormiu enquanto víamos um filme...como se isso fosse novidade! Enquanto a bela adormecida dormia, fiquei olhando as fotos dela que estavam em um álbum em cima de sua escrivaninha. Me surpreendi e me irritei ao mesmo tempo em ver que havia fotos dela e de um garoto se beijando em praticamente metade do álbum. Quem procura acha, palmas! Sei que ele deveria ser o tal ex dela, que havia ficado no Brasil e que não apresentava riscos para mim, afinal, quem pode competir com o Austin Mahone? Cof, cof! Mas tá, o fato era que eu estava com ciúmes.... ciúmes.... ciúmes? Nunca havia sentido isso antes e nem pretendo sentir de novo, afinal, esse não é um dos melhores sentimentos que uma pessoa pode ter. 

(...)

Como sou um menino muito prendado e faço de tudo para agradar Marie, fui até a cozinha preparar algo para ela comer logo que acordasse. Não deu muito certo porque eu+cozinha = desastre na certa. Não deu outra, derrubei todas as panelas e ainda quebrei um prato!

- Meu deus, o que tá acontecendo aqui? Você tá quebrando a minha casa ou tá tentando fazer comida? Quem diria em Austin, você como um cozinheiro é um ótimo cantor! -Ela disse num tom de deboche.
- Boa noite Marie, saiba que eu te amo também! Mas é, realmente, não sou bom com essas coisas e é por isso que nunca chego perto da cozinha lá de casa... sua sogra faz tudo pra mim, sou o filho queridinho dela!
- Você é muito mimadinho não acha não? Pode deixar que hoje o jantar é por minha conta meu amor! Sai logo daí antes que você coloque fogo na casa ok? -ela veio em minha direção e me beijou.

Ela fez tudo com muito carinho e tinha muita prática com a cozinha! Ela arrumou tudo bonitinho e ainda colocou velas na mesa. 

- Jantar romântico? Adorei a ideia. - Abracei ela por traz e fiquei cheirando pescoço dela porque o cheiro dela era irresistível.
- Claro, preciso compensar o desastre que foi a noite de ontem.. que tal agora? Só nós dois, sem Ariana, sem fãs, sem ninguém pra interromper. -Ela se virou e começou a me beijar com muita vontade.
- Vamos comer? Quero ver se aprova a minha comida! E ahhhh, não vai se acostumando não porque não é todo dia que eu deixo a preguiça de lado pra fazer comida pro meu namorado HAHAHA! - se ela não fizesse um comentário típico de gordas, não seria a minha Marie.
- Não é a toa que tá gorda né amor? Opa, Linda.... 
- Muito engraçadinho né Sr. Mahone? Pode parando...

Comemos e demos muitas risadas juntos! Ela era perfeita e cada hora eu agradecia mais por Deus ter colocado uma jóia tão rara em minha vida tão complicada. Fomos para a sala e já eram quase meia noite. Decidimos ir para casa dele e mesmo que ele fosse meu vizinho, teríamos que ser muito rápidos. Saímos bem disfarçados e a rua estava deserta e por um milagre, não havia mais nenhum paparazzi por lá! Entramos em casa e minha mãe nem ninguém estava... havia um bilhete em cima da mesa escrito: "Meu amor, tive que resolver algumas coisas sobre seu pai! Sei que isso é difícil pra você, mas tive que te deixar sozinha! Eu te amo e fique bem, em poucos dias estarei de volta."

- Olha aí, minha mãe me abandonou também, agora estamos realmente sozinhos. 
- Nós nunca vamos estar sozinhos, afinal, temos um ao outro, lembra? 
- Você sendo fofa? Tenho que gravar isso, espera aí....
- Você é muito besta, credo! 
- Besta que você ama, há!
- Sem essa! Austin, posso te perguntar uma coisa? - ihhhh, quando ela faz isso é porque aí tem!
- Claro, qualquer coisa Marie.
- Por que entre tantas, eu fui a escolhida? Acho que não sou a pessoa certa pra você... já te disse, eu tenho a mania de estragar tudo, mesmo que seja sem querer!
- Não gosto quando você diz essas coisas. Você não é qualquer uma Marie....Podemos ser água e vinho, você pode ser totalmente sem paciência, meio marrenta e pode ter lá seus defeitos, mas sabe o que te torna diferente de todas? Você é... você. Você me faz sorrir sendo apenas você e não tem nada melhor que isso. Marie, você é digna de todo amor e respeito do mundo! Não fica dizendo essas coisas.... - Chamei ela pra sentar no meu colo.
- Desculpa amor, desculpa! Eu tenho essas crises existenciais as vezes, pois é. 

Marie's P.O.V
Eu tinha o melhor namorado do mundo e isso eu não podia negar. Sempre fui o tipo de garota que nunca teve confiança em si mesma, sempre fui aquela garota tímida que nunca conseguiu demonstrar muito bem o que sentia, e por isso até hoje, sou fria. Mas com ele foi diferente, tá sendo diferente e eu to gostando. Tô gostando de me sentir especial, tô feliz por sentir borboletas no estômago toda vez que ele sorri pra mim por mais brega e clichê que isso seja, tô feliz por me me sentir amada e por estar conseguindo sentir algo por alguém de verdade... Enfim, acredito que isso seja amor. E se isso é realmente amor, amor é extremamente fácil. Sem complicações, sem pesares, sem problemas, apenas amor.

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Podem me dar bronca, demorei muitão pra escrever e estou ciente disso! Esse capítulo, quem me ajudou a escrever, foi a minha abiguinnha @DistrictAustin e se não fosse ela, vocês não teriam esse capítulo pronto haha! Ta muito meloso, cheio de coisas clichês pq tive que enrolar um pouco, mas prometo que o próximo vai ter uma surpresa! Quem quiser ser avisada a cada capítulo que eu posto, manda uma mention (meu twitter, clica) pra mim que eu avisarei! Vou deixar meu ask e queria muito que vocês mandassem uma pergunta com a opinião de vocês sobre a fic (clica aqui e manda se quiser). Espero que vocês estejam gostando e se alguém souber de alguem que sabe fazer bg pra blogger, ou tipo um banner pra eu colocar aqui na fã fic, me avisa lá no ask ou no twitter! Como sempre, um texto pra vocês, boa noite! 

É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.” 
— O Pequeno Príncipe.